Naval-Portimonse 1-1 (crónica)

Golo a abrir, golo a fechar e duas equipas a afundarem-se

Naval e Portimonense entraram nesta partida aflitos e nenhuma das equipas melhorou a sua situação. O empate não agrada a ninguém: os dois perderam a hipótese de respirar um pouco mais, mas são os algarvios que mais se podem queixar, pois estiveram em vantagem durante 88 minutos, permitindo a igualdade da Naval no segundo minuto de compensação.

Seja como for, o jogo deste sábado contribuiu para dois factores negativos para os planos figueirenses: por um lado, já lá vão 316 dias sem ganhar em casa; por outro, com este empate parece ter-se perdido aquela moral extra que advinha da entrada de Carlos Mozer.

Dificilmente os algarvios poderiam ter melhor início. Não será de mais dizer que Carlos Azenha estudou bem a lição antes de viajar para a Figueira da Foz, mas marcar logo na primeira situação é o melhor que pode acontecer para fazer resultar qualquer estratégia. Assim, logo aos quatro minutos Ivanildo teve a mestria para transformar um livre directo em golo, quando toda a gente esperava um cruzamento. Prémio bem merecido pela intencionalidade.

E se foi um extremo a desfazer um nulo, o extremo do outro lado foi aquele que mais contribuiu para manter a defesa navalista em sobressalto por mais uns bons minutos. Praticamente até à meia hora, Candeias não se cansou de infernizar a vida de Carlitos e não só, e os algarvios só não aumentaram por falta de jeito e às vezes por excesso de confiança. Certo é que mesmo quando o Portimonense baixou a intensidade a Naval não conseguiu qualquer jogada digna desse nome nos últimos 30 metros, e por aí se justificava o 0-1 ao intervalo.,

O empate quando menos se esperava

Após o descanso a Naval reagiu, mas foi sol de pouca dura. Oportunidade flagrante só se pode contar uma, através de um cabeceamento de Godemèche ao minuto 53. No resto, destaque apenas para o efeito que os suplentes entrados ao intervalo trouxeram ao jogo, com as deambulações de Michel Simplício a incomodarem o reduto mais atrasado dos homens de Portimão e Hugo Machado a ganhar um sem número de faltas.

Contudo, à medida que se aproximavam os minutos finais, mais parecia que o Portimonense tinha a vitória segura. Os avançados Kadi e Pires não se podem queixar da falta de municiamento de Candeias, mesmo que as situações no último terço da Naval já não abundassem tanto como na primeira parte.

E foi no meio desta aparente letargia que a Naval conseguiu a igualdade. Marinho ganhou a linha e tirou da cartola um cruzamento perfeito para Previtali se estrear a marcar na Liga e dar um ponto à sua equipa; se não fosse ele, também já lá estava o improvisado ponta-de-lança Real nas suas costas para facturar.

Este é um prémio para o crer da Naval, mas um castigo demasiado pesado para o Portimonense que fez a melhor exibição da era Carlos Azenha. Só que, contas feitas, e lá no fundo, estas duas equipas ontem limitaram-se a reforçar o indesejado estatuto de principais candidatas à descida... 


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