Naval-Sp. Braga, 0-0 (crónica)

Minhotos num filme já gasto

O Sp. Braga continua a marcar passo no campeonato e não foi além de um nulo nesta segunda-feira, na Figueira da Foz, num estádio onde, nas últimas duas temporadas, tinha vencido sem margem para contestação.

O empate deixa os bracarenses no oitavo lugar, cada vez mais distantes da Europa, mas serviu aos navalistas para ganhar mais um ponto na diferença para a linha de água, agora à distância de quatro.

Foi o primeiro jogo da era Mozer em que a equipa não conseguiu marcar, mas o mês fechou sem derrotas para os da Figueira, que somaram o quinto encontro consecutivo sempre a pontuar...

O cansaço dos pupilos de Domingos Paciência, depois de mais uma brilhante jornada europeia, pode explicar alguma coisa mas exigia-se mais deste Sp. Braga numa deslocação ao reduto de um dos últimos classificados.


E assim se chegou ao terceiro jogo seguido dos minhotos sem ganhar, numa repetição de um filme já gasto esta época: depois de um jogo internacional de qualidade, vem a desilusão a nível interno.

A Naval apostou no controlo de jogo, tentando reter a bola ao máximo, mas foi sempre muito macia nas saídas para o ataque. De tal forma, que os figueirenses só tiveram uma oportunidade digna desse nome na primeira parte, num remate cruzado de Godemèche, logo aos cinco minutos.

Depois, tudo foi previsível, sofrível, e muito pobre, de parte a parte. Os minhotos tentavam responder em contra-ataque mas a finalização era péssima.

Boa intenções e nada mais

Nem algumas desatenções da defesa da casa serviram para alimentar o ataque bracarense. Ukra tentava mexer-se e Alan, apesar de ter tido ângulo para visar as redes, fê-lo de forma desastrada. E foi isso esse o espelho do Braga durante os primeiros 45 minutos: uma equipa presa, sem chama, e desconcentrada na frente.

Alan deu um grito de revolta, no dealbar do segundo tempo, com uma jogada que terminou na trave da baliza de Salin mas o lance não conseguiu despertar a equipa.

Do outro lado, Fábio Júnior também não atinou com a baliza de Artur e acabou por pertencer a Lima a melhor oportunidade de todas, numa escapadela pela direita que culminou numa defesa com o pé do guarda-redes francês da Naval. Na recarga, Godemèche fez de barreira ao remate de Ukra.

Rodriguez quase fez autogolo, numa ajuda preciosa já que o ataque navalista revelava-se infrutífero e o jogo animou um pouco com esta novidade: perigo lá, perigo cá. Passou também a haver mais intensidade. A partida ficou aberta, houve falhanços de bradar aos céus, mas ninguém passou das intenções.

Fonte: Mais Futebol

 

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