Naval entende que já pagou o que devia a Gilmar

Clube reage à acção de insolvência colocada pelo ex-jogador

 A Naval reagiu esta quinta-feira à acção de insolvência movida pelo seu ex-jogador Gilmar garantindo já ter pago os valores que entendeu ter em dívida para com o antigo médio brasileiro. Em conferência de Imprensa, o responsável jurídico do clube contestou ainda algumas instâncias da justiça desportiva e voltou a afirmar não ter sido notificado, nem conhecer o teor do processo. Mas se o tivesse, também não o discutiria na praça pública.

«A Naval já pagou ao Gilmar aquilo que entende que lhe devia. O resto são acertos, de empréstimos e outras situações. Houve adiantamentos ao jogador, que passava a vida a fazer investimentos em bovinos no Brasil», acusou Nuno Mateus, referindo-se a várias «tentativas de destabilização» que têm surgido ultimamente nos jornais. «É lamentável que isto aconteça, porque os processos são para ser tratados por um Tribunal, os jornalistas com o devido respeito, não são juízes», acrescentou.

Quanto à situação de insolvência da Naval, o advogado foi cáustico: «Se formos a ver, o Sporting está insolvente, porque a Academia pertence à SGPS. Assim, somos todos insolventes. Não vamos entrar em chicoespertíces. Isto faz-me lembrar a penhora da sanita da Antas, aqui há uns anos. E já agora, a acção? Alguém a viu? Houve, de facto, uma acção de penhora, mas isso não tem nada a ver com a insolvência. A advogada até saiu daqui a dizer que havia acordo. A Naval pagou o que devia.»

Nuno Mateus garante que o clube tem, pois, forma de fazer face à dívida: «Pagámos, no ano passado, só em salários, dois ou três milhões e, agora, de um dia para o outro, acordámos insolventes? Existe algum jogador da época passada, que diga que não recebeu? Se o fizesse, nem a Naval podia estar inscrita.»

A decisão da Comissão Arbitral Paritária (CAP), mais tarde confirmada pelo Conselho de Justiça, de condenar o clube a pagar 129 euros a Gilmar, e está na origem de todo o processo, também foi contestada: «Esse ex-jogador intentou uma acção, ganhou, perdeu... é um caso muito complexo porque existia a transição da dívida para a SAD, a Federação deu-nos razão mas ele recorre para um órgão virtual que é o Conselho Justiça, que sai com essa decisão estranha, salomónica. CAP? Nem foram ouvidas as testemunhas da Naval..»

Fonte: Mais Futebol

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