Naval: Gilmar entrou com pedido de insolvência

Dívida de 60 mil euros coloca clube em risco de extinção

 É mais um episódio no diferendo entre o ex-jogador Gilmar e a Naval, mas, desta feita, de consequências possivelmente bem mais gravosas: o brasileiro entregou, no final da semana passada, um pedido de insolvência do clube na tentativa de ver saldada uma dívida de cerca de 60 mil euros, apurou o Maisfutebol junto de fonte do processo.

A Naval, recorde-se, foi condenada pela Comissão Arbitral Paritária a indemnizar o seu ex-capitão em 129 mil euros, que rescindiu em 2009, alegando salários em atraso, além do facto de ter sido colocado a treinar à parte. Como, entretanto, foi constituída uma SAD para gerir o futebol, houve recurso para o Conselho de Justiça, que confirmou a decisão.

Sem poder inscrever jogadores em Janeiro, por via do diferendo, o clube pagou 70 mil euros, para poder regularizar as inscrições de Diego Silva, Tiago Rosa e Bruno Moraes, no último dia do prazo, deixando por liquidar os cerca de 60 mil euros remanescentes.

Seguiu-se uma acção de penhora, no início de Fevereiro, mas, ao contrário daquilo que veio a público na altura, não foi estabelecido qualquer acordo. Á excepção de alguns troféus, cujo valor não cobria a dívida, todos os outros bens já estavam penhorados, de acordo com a mesma fonte, em favor do fisco e segurança social, entre outros.

Perda da utilidade pública e clube em risco

Desta forma, não restou alternativa senão o pedido de insolvência. O clube tem agora 10 dias para contestar, pagando o valor em atraso ou fazendo prova de que tem ainda património suficiente para fazer face à dívida. Se nada disso for feito e o incumprimento continuar, o tribunal irá nomear um administrador de insolvência e pode haver consequências mais graves, desde a perda do estatuto de utilidade pública até à própria extinção do emblema figueirense.

Os responsáveis navalistas mostram-se, mais uma vez, serenos e defendem que este processo em nada afecta a SAD, responsável pelo futebol profissional. Os problemas financeiros da instituição são, todavia, recorrentes e reflectem-se, por exemplo, nas dificuldades em pagar os salários, actualmente com dois meses de atraso. Esta quinta-feira, sabe o Maisfutebol, é esperado que os valores em causa, ou pelo menos uma parte deles, sejam liquidados.

Fonte: Mais Futebol

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