Rio Ave-Naval, 1-0 (crónica)



Três pontos não chegam para duas equipas encantadoras




É duro e ingrato procurar explicações para a derrota da Naval. Carlos Mozer fez tudo o lhe que era exigível. Manteve os homens que abateram o Benfica com autoridade, apostou num estilo vocacionado para enamorar os que o vêem e mexeu na equipa de forma audaz. 



Bola à flor da relva, triangulações, cruzamentos, procura incessante pelo golo e algumas oportunidades claras para o fazer. Perto do fim, por exemplo, Paulo Santos roubou com um atrevimento de um adolescente convencido o golo ao inefável Fábio Junior. 



O jogo é mesmo assim. Desprovido de lógica, viciado na surpresa, testemunha das mais loucas diatribes. Que fique bem claro, porém, que o elogio à Naval não implica a crítica negativa ao Rio Ave. Nem pensar. 



Talvez sem o alarde estilístico da Naval, os homens de Carlos Brito cumpriram mais uma tarde de futebol convincente. São já sete vitórias nos últimos nove jogos e um posicionamento com vista privilegiada sobre o panorama europeu. 



Além do golo de Milhazes, o Rio Ave teve uma bola de João Tomás ao poste e um pontapé de Wires interceptado por Rogério Conceição em cima da linha de baliza. E teve, acima de tudo, um futebolista em 90 minutos de esplendor. 



Yazalde foi um minotauro, com tanto de homem como de touro. Um avançado mitológico na esquerda vilacondense. Só lhe faltou marcar, de facto. 



Soma, então, o Rio Ave mais três pontos. A Naval perde e complica as contas da permanência. O que apetecia mesmo era ver mais 90 minutos nos Arcos. Aqueles cinco minutos de descontos foram manifestamente poucos para tanta vontade e ardor. 


Fonte: Mais Futebol

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