Curto festeja contra o Benfica

Formado no Benfica, onde o pai, Justino, foi director do ciclismo, Manuel Curto chegou à Naval para treinar à experiência. O treinador era o francês Victor Zvunka, e o jogador, de 24 anos, foi dado como prescindível, mas acabou por convencer os responsáveis navalistas: em 22 de Julho de 2010 assinou um contrato válido por dois anos.
Mudança radical na vida de Curto aconteceu em Janeiro, com a entrada de Mozer, outro ex-benfiquista no clube. O treinador apostou de imediato no jovem (titular e um dos melhores em campo na vitória em Guimarães) e fez dele um médio-defensivo cobiçado. A recepção ao Benfica é, claro, "um jogo especial": "É a primeira vez que defronto o Benfica, onde me formei como jogador e como homem."
Nas duas últimas épocas, a Naval venceu os outros dois grandes: em 2009/10, com Inácio (vitória em Alvalade com um golo de Fábio Júnior), e em 2008/09, sob o comando de Ulisses Morais (triunfo inédito sobre o FC Porto, com assinatura de Daniel Cruz). Na recta final da Liga, resta o Benfica. Uma vitória também terá contornos históricos. "Estamos moralizados; é uma das cinco finais que vamos disputar", defendeu Curto, prometendo "festejar se marcar" a um adversário recheado de "jogadores com muita qualidade". Admitiu, porém, com fair play, que "o FC Porto foi melhor e merece o título".

Fonte: O Jogo

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