Naval 1 Sp. Braga 2


Naval merecia melhor sorte pelo que fez em campo


O Sp. Braga fechou a segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga com uma vitória suada na Figueira, onde morava uma equipa invencível há 12 jogos consecutivos. Por isso mesmo, os minhotos sentiram muitas dificuldades, começaram até o jogo a perder, mas lograram dar a volta ao marcador.


Agora com quatro pontos, os bracarenses assumiram a liderança isolada do Grupo B e estão a um pequeno passo de carimbar a passagem às meias-finais da prova, que assumiram ser um dos objetivos da época. 


Álvaro Magalhães não poderia desejar melhor início de jogo. A impetuosidade figueirense foi premiada com uma grande penalidade logo aos dois minutos por falta de Baiano sobre Paulo Regula. O médio emprestado pelo Olhanense encarregar-se-ia ele próprio de converter o castigo máximo, sem vacilar. 


Curioso que tenha sido ele a marcar, quando nem convocado estava. A explicação chegaria com o encontro já decorrer: apesar de ter visto o quinto amarelo no jogo anterior, o castigo não se aplicaria na Taça da Liga. Mas o clube só soube disso esta quarta-feira e chamou-o à última hora!


A Naval manteve o assalto à baliza de Quim, sem pedir licença e pouco se importando se enfrentava uma das equipas mais fortes cá do burgo. João Pedro e Carvalhas deram água pela barba a Haas e Custódio (jogou como central em função das muitas ausências no eixo da defesa) e os minhotos demoraram a recompor-se.


Foi preciso, também, alguma adaptação ao terreno pesado e irregular, mas, uma vez senhores do jogo, os comandados de José Peseiro, que apostou de início apenas em Custódio, Rúben Amorim, Viana e Alan entre os habituais titulares, chegaram ao empate justamente pelo pouco utilizado Max Haas.


Feito o mais difícil, o Sp. Braga controlou o resto do tempo, mas sem nunca conseguir alcançar o segundo. A Naval estava agora mais recuada, mas não se coibia de ensaiar o contra-ataque. Não estava fácil para os arsenalistas dar a volta aos figueirenses. 


Regula voltou a estar em destaque quando falhou uma clamorosa oportunidade, sozinho sobre a esquerda do ataque, depois de grande abertura de João Pedro. Os minhotos dominavam, mas faltava-lhe melhor critério no último terço do terreno. 


Peseiro teve de recorrer ao banco, como já se esperaria, para ir buscar Ismaily e Mossoró, e ainda Éder, numa tentativa de conferir mais acerto à equipa na finalização. O luso-guineense haveria de mostrar-se decisivo num troca de papeis em relação ao lance que praticamente abriu o jogo.


Desta feita foi Carlitos a derrubar o camisola 17 bracarense e Custódio, da linha de 11 metros, consumou a cambalhota. Com pouco mais de 10 minutos para jogar, parecia que tudo estaria resolvido, mas a Naval vendeu cara a derrota. Tikito ficou a centímetros de novo empate, mas a maior rodagem e matreirice dos arsenalistas ajudou a conservar os três pontos.

Fonte: Mais Futebol

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