Neves espera chegar mais longe


Ricardo Neves pretende “chegar até onde Deus quiser” 

“Quero trabalhar sem limites para chegar até onde Deus quiser,” assim afiança o guarda-redes Ricardo Neves, de 23 anos e nascido em Coimbra em entrevista a Sara Cecília Gomes, a quem revelou as suas pretensões para a sua carreira apesar de nem sempre a sua ascensão ter decorrido da forma que esperava, encontrando-se no seu clube actal a cumprir o rumo correcto.

Actualmente ao serviço da Naval 1º de Maio depois de já ter vestido a camisola da Selecção Nacional nas camadas jovens, o guarda-redes afirmou mesmo que não se imaginar a fazer outra coisa que não o futebol ao passo que quanto ao seu actual clube defende que este terá qualidade para obter bons resultados.

A sua chegada ao futebol tratava-se de um sonho de criança, informando o guardião que “quando era miúdo não me via sem uma bola e então aos nove anos surgiu uma oportunidade de poder começar a praticar futebol num clube chamado Tourizense.”

Ricardo Neves acabou por não cumprir a sua formação completa nesse emblema, dando conta de que “comecei lá aos nove anos e depois aos treze saí para o Boavista FC” já depois de ter descoberto a sua vocação como guarda-redes depois de ter começado noutra posição.

Guardião confessa apreciar o “risco” inerente à posição que ocupa em campo

O atleta começou a jogar como “ponta-de-lança, mas como não tínhamos guarda-redes, um dia fui para a baliza e o treinador gostou, mas inicialmente ora jogava como guarda-redes, ora como haviam jogos em que jogava a ponta-de-lança.”

O guardião não se arrepende de actualmente defender ao invés de marcar golos dado que “gosto da minha posição. É uma posição um pouco ingrata mas também uma posição de muita responsabilidade. Gosto desse risco.”

Quanto à sua passagem para sénior, o guardião explica que “quando ainda tinha idade de júnior estava no plantel principal do Boavista, mas quando passei a sénior o clube foi despromovido devido ao processo ‘Apito Dourado’. Então tive uma nova experiência no estrangeiro: fui para Espanha e representei o Clube Desportivo da Ourense.”

Essa não foi a única experiência além-fronteiras uma vez que “além disso, tive também um período experimental ao serviço do Everton de Inglaterra, mas acabei mesmo por seguir para Espanha. Depois tive outra experiência, mas fora do Continente, na Ilha da Madeira ao serviço do Marítimo.”

Ricardo Neves considera a Naval capaz de “dar a volta por cima”

Acaba por chegar no seu segundo ano ao serviço do Marítimo o seu empréstimo ao Varzim visto que “no primeiro ano estive a recuperar de uma lesão à qual fui operado ao pulso e estive cinco meses e meio a recuperar.”

Depois da Póvoa de Varzim acaba por seguir-se a Naval 1º de Maio, onde cumpre já a segunda época consecutiva numa fase da sua carreira na qual “estamos, em termos de resultados, a passar uma fase má! Mudamos de treinador de momento e acho que tudo irá começar a mudar porque este grupo tem qualidade para dar a volta por cima.”

As referências no futebol consistem em “Casillas e Helton” para o guardião que se define “como jogador sou rápido, ágil e bom no um para um, como homem sou humilde e trabalhador, quero sempre mais e mais. Nunca estou contente com o que tenho.”

O dono das redes da Naval definiu-se como perfeccionista e ambicioso e um profissional orgulhoso que “desde pequenino queria ser o que sou” e que em criança se orgulharia do que conseguiu obter ainda que pudesse “ter sido diferente devido a algumas oportunidades que tive, mas ainda sou novo e ainda tenho muito para dar,” até porque ambiciona “trabalhar sem limites para chegar até onde Deus quiser.”

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