“A Naval está num patamar bastante bom da Liga Orangina”

Daniel Ramos – treinador da Naval 1.º de Maio 


Daniel Ramos é um treinador habituado às vitórias. Foi pela sua liderança que o Vilanovense subiu da terceira para a segunda divisão, treinou os colectivos dos Dragões Sandinenses e do Desportivo de Chaves e, em 2007, projectou o Trofense para a Divisão de Honra. Moreirense, Gondomar, Vizela e um regresso ao Trofense foram os passos seguintes da sua carreira. 
Na última época rumou à Ilha da Madeira e conseguiu o feito há muito perseguido pelo União da Madeira, o da subida à Liga Orangina (antiga Divisão de Honra). 
Sempre procurando novos desafios, declinou convites – para o Médio Oriente e clubes da Liga de Honra – para aceitar substituir nas funções de treinador da Naval 1.º de Maio o brasileiro Carlos Mozer. 
Acredita que a Naval 1.º de Maio irá regressar à principal liga do futebol nacional. Trabalho árduo e sério, planeamento e respeito pelas regras do jogo e pelo adversário são os ingredientes. 



O que pesou da decisão de aceitar o convite de Aprígio Santos para treinar a Naval? 
A possibilidade de ter em mãos um projecto exigente, difícil e ao mesmo tempo apetecível. Precisamente por ser um projecto que ambiciona a subida de Divisão. 
Eu vinha habituado a diversas vitórias e esta foi uma decisão ponderada, acredito que tenho condições e posso dar o meu contributo a este clube para que possa regressar ao campeonato principal. 



Três jogos, apenas uma vitória… 
O resultado não é o que eu desejaria. Não temos os pontos que consideramos que deveríamos ter, atendendo ao que produzimos. Mas estamos cientes de que existe qualidade no plantel. 
As muitas entradas, uma nova equipa técnica, um conjunto de passos de reestruturação e o «pesadelo» da descida presente nalguns jogadores de continuidade tornaram ainda mais difícil o arranque, se bem que não estamos desagradados totalmente. Para além das exibições terem sido agradáveis, continuamos na Taça de Portugal, e continuamos na Taça da Liga, ou seja, estamos a lutar em três frentes, o que nos dá boas expectativas para o campeonato. 
Reconheço que temos ainda algumas «brancas» no jogo para resolver. 



A que nível? 
Fruto precisamente desse «pesadelo», de alguma falta de conhecimento do grupo, de algum entrosamento colectivo e da procura do melhor momento de forma por parte de alguns jogadores. 
Temos momentos em que não somos tão consistentes quanto poderemos ser. Mas numa análise do arranque deste campeonato, não nos podemos queixar. Isto porque existem outras equipas que têm um núcleo de jogadores de continuidade e acredito que a Naval está num patamar bastante bom atendendo ao global da Liga Orangina. 
Precisamos agora é de crescer e temos plantel para isso. Temos de evoluir bastante porque a exigência do campeonato é grande, a valia das equipas é aproximada e teremos de estar preparados para pontuar sempre que possível. Só quem ganha é que consegue estar no topo e atingir objectivos, neste caso o campeonato principal. 


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