Edivaldo sobre a Argentina: «Pensavam que iam atropelar-nos»

Avançado da Naval fala do confronto com Messi e do golo de calcanhar que deixou os alvicelestes numa pilha de nervos.


Uma estreia... de calcanhar. Edivaldo, que ainda há pouco tempo se exibiu nos relvados portugueses, esteve à beira de derrubar Messi e companhia no primeiro jogo pela Bolívia na Copa América. 

O avançado da Naval gelou o «Ciudad de La Plata» quando, já na segunda parte, abriu o marcador em pleno «território inimigo», ainda por cima, com arte. A mesma que foi necessária para Aguero - também algum engenho mas muita transpiração - para estabelecer o empate e minimizar os estragos.«Não há memória de um resultado destes contra os argentinos fora de La Paz [principal cidade da Bolívia]. Vir à casa deles e sair na frente... ficaram pasmos. Pensavam que iam golear-nos. Atropelar-nos. Mas em vez disso até tivemos várias oportunidades para matar logo o jogo», conta, em conversa com o Maisfutebol, cheio de orgulho, o brasileiro naturalizado boliviano.Jogador da Naval choca Argentina, Aguero salva a faceO golo, um dos mais bonitos da ainda curta carreira de Edivaldo (25 anos), nasceu de uma jogada plena de intenção: «É um lance que ensaiamos nos treinos. Eu saio da pequena área, ao primeiro poste, para desviar, levando toda a gente atrás. A bola veio baixa, a melhor opção foi tocar-lhe daquela forma e, felizmente, o guarda-redes atrapalhou-se e ela entrou.»O segredo, diz o jogador da Naval, passou pela concentração e por anular os pontos fortes de uma das mais poderosas selecções do planeta. «Eu, por exemplo, fiquei o tempo todo em cima do Mascherano. No final, ele até confessou como ficou surpreendido. Joguei como médio-ofensivo, com liberdade para atacar, mas com funções muito específicas a defender. Para o Messi foi igual, outros companheiros encarregaram-se dele», desvenda. Edivaldo, o brasileiro da Bolívia que surpreendeu MessiEdivaldo vive um turbilhão de emoções. Conseguiu a nacionalidade boliviana em cima da hora para participar na Copa América, beneficiou de uma licença especial para deixar a concentração e voltar ao Brasil para se casar, num processo atribulado, e agora atinge o limbo com uma entrada directa garantida para os melhores momentos da prova.«Histórico será qualificarmo-nos para o Mundial de 2014, no Brasil. Aqui, queremos fazer uma boa Copa, entrosar-nos, conhecer-nos melhor, porque este grupo foi alvo de uma grande transformação. Mas tem sido muito agradável para mim poder retribuir todo o apoio e carinho que me têm dado, ainda por cima com este golo. Dá mais confiança para trabalhar e pensar noutros objectivos», relata. Do futuro, fala com esperança. «Houve o convite do Bolívar, queriam-me para disputar a Libertadores, mas tenho contrato com a Naval [até 2012] e a minha prioridade é continuar na Europa, num clube de maior nomeada», conclui. 


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