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Câmara vai construir campo sintético



A Câmara da Figueira da Foz anunciou, hoje, que o Tribunal de Contas aprovou a construção de um campo sintético de futebol na envolvente do Estádio Municipal José Bento Pessoa, obra orçada em 514 548 euros (mais IVA), com um prazo de execução de seis meses.
Segundo o presidente do Município, “a construção deste equipamento é uma mais-valia para a cidade e para todos os jovens praticantes da modalidade, que há largos anos vinham reclamando a falta de condições para a prática desportiva”.
“Esta obra é, acima de tudo, o cumprimento do dever de uma autarquia de dotar a sede de concelho de equipamentos que promovam o desporto, e os seus praticantes, de uma forma digna”, refere João Ataíde.
Para o autarca, “com a obtenção deste visto favorável do Tribunal de Contas fica demonstrado que este é mais um processo que traduz a seriedade e o rigor que este Executivo tem imprimido, quer na elaboração dos projectos, quer na apresentação das propostas de candidatura”.
“Não obstante o quadro financeiro difícil com que a autarquia se depara, não poderia deixar de congregar os meus esforços para a construção deste sintético”, remata João Ataíde.


Comunicado da Associação Naval 1º de Maio


A importância de um sintético nos dias de hoje


Por forma a esclarecermos as pessoas sobre a importância de um campo sintético, nos dias de hoje, para a prática do futebol e outros desportos, convidámos um especialista de uma empresa de aplicação de relvados sintéticos a explicar-nos quais as características e vantagens deste tipo de relvado.
O Sr. Mário Viana, do departamento comercial da empresa Greenpark, acedeu gentilmente ao nosso pedido e explica aqui, em entrevista, o porquê da necessidade deste tipo de relvado.




1 - Quais as características técnicas do sintético ( isto em termos gerais)?

Os sintéticos são compostos pela tela de suporte a que se dá o nome de Backing, os fios que são cosidos a essa tela e o latex que é aplicado na parte de baixo da tela para proteger a mesma e “trancar”  os fios cosidos à tela de suporte. Os fios podem ser fibrilados ou monofilamento com 60mm no caso do futebol 11.



2 - Quais as vantagens e desvantagens ( se existem) em relação ao campo pelado? 

A) em termos de utilização; ( nomeadamente questões técnicas, como por exemplo: ressalto da bola quando esta bate no chão. Esse tipo de situações, que prejudicam/ ajudam a performance dos atletas).

Obviamente que a performance é muito melhor porque o ressalto da bola no sintético é menor e uniforme, a bola rola menos o que permite ao jogador um melhor controlo da bola.
No fundo era a diferença que encontrávamos entre um pelado e um relvado natural. O sintético vem tomar o lugar do relvado natural.

B) em termos de conservação/ manutenção.
C) durabilidade.

Não faz muito sentido comparar pelado e sintético nestas dimensões porque são muito diferentes, mas sim relvado natural e sintético.
Um pelado quase não tem conservação e a manutenção é alizar a terra antes dos jogos, pode durar uma vida bastando ir acrescentando terra (saibro).
Um sintético e um natural aí sim a comparação faz sentido: o natural tem uma manutenção diária, dispendiosa e muito técnica enquanto o sintético não necessita de manutenção diária, menos dispendiosa e pouco técnica o que facilita os clubes. No entanto, para se retirar o máximo de qualidade de um relvado sintético é necessário uma manutenção cuidada.

O relvado natural pode durar muito tempo, bastando ir semeando mais relva nos locais de maior utilização, mas isso é um custo.
O relvado sintético com as características ideias dura entre 5 a 12 anos dependendo da utilização e da exposição solar.



3) Outras notas pertinentes que possa acrescentar.

Pela a experiência que a Greenpark tem vindo a adquirir ao longo dos tempos com instalações de relvados sintéticos em Portugal e especialmente no estrangeiro, espanta-nos como não existe em Portugal uma entidade estatal ou privada que certifique a qualidade dos campos construídos em Portugal.
Esta falha tem levado ao crescimento selvagem deste mercado onde tudo é possível e permitido, desde:
- bases mal construídas e pouco planas
- relvados diferentes dos propostos
- granulometria da borracha diferentes da estipulada na ficha técnica da relva
- Menos quantidade de borracha do que é estipulado na ficha técnica da relva.

Tudo isto devido à luta normal que existe entre concorrentes no que toca ao preço de venda. 
Esta luta tem vindo a prejudicar o Estado através das autarquias e os clubes que muitas vezes são enganados porque não sabem o que estão a comprar.
A decisão de compra tem ficado nas mãos das autarquias e muitas vezes até dos clubes que obviamente não têm o mínimo de formação para escolher a melhor proposta muito menos para se certificarem que aquilo que vão instalar é aquilo que lhes foi proposto. 
Formar todos os técnicos das autarquias e todos os dirigentes de clubes é impossível mas é possível formar 10 pessoas para controlar as construções e instalações de relvados sintéticos em Portugal.

4) Sintético é uma opção viável porque ...

Permite 24 horas de utilização, 7 dias por semana com características muito semelhantes às dos relvados naturais.
Os relvados naturais por sua vez permitem apenas 10 ou 15 horas semanais de utilização o que face ao custo é um exagero.

Fotos: Greenpark

Agradecemos pela disponibilidade demonstrada e pela gentileza com que fomos tratados, pelo Sr. Mário Viana e desejamos sucesso para a empresa, que se disponibilizou a ceder a informação.

Piso sintético para campo de treinos da Naval em 2013


Segundo informou João Ataíde na reunião de Câmara de terça feira passada, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro já aprovou a candidatura para construção de um piso sintético para o campo de treinos da Naval 1.º de Maio. 
O processo encontra-se agora em fase de audiência prévia acreditando o presidente da Câmara da Figueira que a assinatura do contrato de adjudicação da obra deverá acontecer em breve para posterior remessa ao Tribunal de Contas. A intervenção deverá iniciar-se no princípio de 2013. 
Em maio deste ano o vereador do pelouro do Desporto, Carlos Monteiro, anunciava em reunião camarária que a intervenção encontra-se orçada em 514 mil euros (IVA incluído). A candidatura a apoios financeiros (Mais Centro, via Comunidade Intermunicipal) irá absorver cerca de 207 mil euros remanescentes das verbas do antigo Quadro Comunitário de Apoio III. A autarquia espera obter um financiamento na ordem dos 80%. 
António Albuquerque, diretor do Departamento de Obras da Câmara Municipal da Figueira da Foz, explicava então que o projeto prevê a instalação de dois campos de futebol (um de onze e outro de sete) com piso sintético e equipamento de apoio (balizas, resguarda de jogadores, etc), pavimentação de toda a envolvente, atualização do sistema de iluminação (incluindo transferência do atual posto de transformação), vedação de toda a área e infraestruturação ao nível da drenagem de águas pluviais.